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Depressão

Antidepressivos durante a amamentação

Embora exista consenso sobre os benefícios da amamentação, uma revisão da revista internacional Infant Behavior publicada em 2008, sugere que o aleitamento materno é menos comum entre mulheres com depressão pós-parto.

Mães depressivas, em parte, não amamentam devido a sua preocupação com potenciais efeitos negativos dos antidepressivos para seu filhos.

O uso de antidepressivos durante a amamentação deve ser feito levando em consideração o risco-benefício, devendo sempre ser conversado com seu médico.

Alguns estudos mostraram que medicamentos antidepressivos a base de sertralina ou paroxetina, quando utilizados pela mãe, não são encontrados no sangue do bebê, podendo indicar que estes medicamentos possuem um melhor perfil de segurança.

Mais estudos são necessários para se determinar a melhor indicação de medicamentos e dosagens para beneficiar a mãe com depressão e também o bebê em amamentação.

Dr. José Hamilton
Médico Psiquiatra CRM 12149

Centro de Psiquiatria de Brasília localizado na SGAS 910 Bl. A Sala 109 Ed. Mix Park – Asa Sul – Brasília – DF.
Psiquiatra Brasília DF

Depressao Sazonal ou de Inverno

Depressão de inverno ou Transtorno afetivo sazonal (termo em psiquiatria)

Com a chegada no inverno e do frio, é comum a chegada também de diversas doenças e condições típicas desta estação. Uma destas doenças é a depressão de inverno, conhecida como depressão sazonal ou transtorno afetivo sazonal.

Este tipo de depressão é caracterizada por um estado anormal de tristeza ou redução de energia nos meses mais frios e menos ensolarados do ano.

Os sintomas de depressão de inverno:

  • Aumento do sono, mas as horas dormidas não repataram ou trazem descanso suficiente.
  • Dificuldade para levantar-se pela manhã.
  • Aumento de apetite, vontade de comer doces ou massas.
  • Dificuldade de concentração e na execução de tarefas rotineiras.
  • Cansaço, fadiga e isolamento social.
  • Diminuição do desejo sexual.
  • Mudanças no humor: angústia, irritabilidade ou apatia.
  • Pensamentos negativos e baixa auto estima.
  • Piora da TPM ou Tensão Pré-Menstrual.
  • Tratamento da depressão sazonal (depressão de inverno)

    O tratamento é realizado pelo medico psiquiatra, e inclui fototerapia isolada ou em combinação com antidepressivos.

    Desde que a falta de luz é a causa do problema, na fototerapia os pacientes são tratados com exposição à luz brilhante por curtos períodos durante o dia.

    A luz precisa ser muito clara (2,500 lux ou mais) e sem radiação ultravioleta (a luz de um ambiente interno geralmente é da ordem de 250 a 500 lux).

    Não precisa olhar diretamente para a luz, mas precisa ficar como olhos abertos, de modo que luz ilumine os dois olhos por +- 30 minutos pela manhã. Por exemplo, lendo jornal , tomando café da manhã, trabalhando, etc.

    O efeito da luz acontece através dos olhos e não da pele.

    O tratamento parece ser mais eficaz se administrado pela manhã, mas pode ser dividido em duas sessões, pela manhã e à tarde.

    O tratamento deve ser feito sob orientação médica, para se evitar exposição demasiada ou uso de forma inadequada.

    Dr. José Hamilton
    Médico Psiquiatra CRM 12149

    Centro de Psiquiatria de Brasília localizado na SGAS 910 Bl. A Sala 109 Ed. Mix Park – Asa Sul – Brasília – DF.
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    Depressão

    Depressão, ou transtorno depressivo, é uma doença muito freqüente, crônica e recorrente. Está freqüentemente associada à incapacitação funcional e comprometimento da saúde física. Estimativas apontam que em 2020 será segunda maior causa de incapacidade.

    O que é?

    Depressão é uma doença que interfere nas emoções do indivíduo, causando sentimentos de tristeza, perda de interesse ou falta de energia.

    A depressão não é simplesmente um momento de tristeza, algo normal para todas as pessoas. É um estado que realmente interfere no próprio organismo e nas relações do indivíduo com o trabalho, lazer e família.

    O que causa?

    Diversos fatores combinados estão associados ao desenvolvimento de um episódio depressivo, incluindo predisposição genética, estresse, fatores ambientais, alterações bioquímicas e hormonais, utilização de medicamentos e abuso de álcool e drogas.

    A combinação destes fatores leva um desequilíbrio nos neurotransmissores, as substâncias de comunicação entre os neurônios do sistema nervoso.

    Como rastrear?

    É importante buscar orientação médica caso um indivíduo esteja passando por um quadro de tristeza, perda de interesse ou falta de energia por mais de 02 semanas.

    Alguns testes podem ser feitos para rastrear transtorno depressivo e ajudam o indivíduo a conhecer mais sobre o seu quadro.

    Como prevenir?

    A melhor forma de prevenir os prejuízos causados pela depressão é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Mesmo casos graves têm respostas ao tratamento.

    Como tratar?

    O tratamento do transtorno depressivo deve ser feito pelo médico, de preferência pelo psiquiatra. O transtorno depressivo ou depressão é uma doença que pode ser tratada com grande eficiência. A medicina moderna dispõe de mais de 30 medicamentos antidepressivos diferentes.

    Medicamentos antidepressivos agem no sistema nervoso regulando os neurotransmissores. Estes medicamentos NÃO causam dependência e devem ser prescritos pelo médico especialista.

    A psicoterapia, conduzida por psicólogo, também pode ser associada ao tratamento da depressão, com grande auxílio no desenvolvimento de estratégias para lidar com estresse e outras questões pessoais.

    Como ajudar?

    O apoio ao paciente é muito importante, mas as vezes é difícil saber o que fazer. A pessoa deprimida pode ficar irritada, e por isto devemos relevar algumas coisas, como pequenas discussões ou alguma palavra mal colocada.

    É sempre bom convidar a pessoa para eventos sociais, saídas e atividades de lazer, mas se ela não quiser ir, aceite. Não vale a pena ficar forçando uma situação que será desconfortável. No tempo certo a melhora virá e a vida social retornará.

    Acompanhar o uso de medicação é essencial. Em alguns casos supervisionar o uso na quantidade e horários certos pode ser necessário pois algumas pessoas costumam perder doses e prejudicar o tratamento.

    Por fim, paciência e perseverança são o que farão diferença, pois a melhora é gradual e pode necessitar de algumas semanas.

    Referências

    1. Marcelo Pio de Almeida Fleck , Beny Lafer , Everton Botelho Sougey , José Alberto Del Porto , Marco Antônio Brasil e Mário Francisco Juruena. Diretrizes da Associação Médica Brasileira para o tratamento da depressão. Rev Bras Psiquiatr 2003;25(2):114-22.

    2. Depression. National Institute of Mental Health. Publication no. 07-3561 revised 2007.

    Dr. José Hamilton
    Médico Psiquiatra CRM 12149

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    Dr. José Hamilton Vargas

    Médico formado pela Universidade de Brasília, especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira. CRM 12.149.

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