TOC em crianças

TOC em ciranças

Autora:  Dra. Gabriela Camargo, Médica Psiquiatra.

O TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) é um transtorno que acomete de 0,5 a 3% das crianças e adolescentes. Estudos mostram que 30-50% dos adultos com TOC tiveram início do quadro na infância ou adolescência.

O TOC é caracterizado por obsessões recorrentes, compulsões ou ambas, que causam desconforto ou interferência na vida do indivíduo.

A Associação psiquiátrica Americana (APA, 2013), propõe definições para os sintomas de TOC:

Obsessões
1. Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são experimentados em algum momento durante a perturbação, como intrusivos, indesejáveis e que causam acentuada ansiedade ou desconforto na maioria dos indivíduos;

2. O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação (por exemplo, executando uma compulsão);

Compulsões

1. Comportamentos repetitivos (p. ex., lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (rezar, contar, repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.

2. Os comportamentos ou atos mentais visam prevenir ou reduzir ansiedade ou desconforto ou prevenir algum evento ou situação temida. Entretanto, esses comportamentos ou atos mentais ou não são conectados de uma forma realística com o que pretendem neutralizar ou prevenir ou são claramente excessivos.

É importante ressaltar que tanto pensamentos obsessivos como comportamentos ritualísticos podem ser normais na infância e adolescência, dependendo do estilo e conteúdo nas diversas fases do desenvolvimento (como, por exemplo, rituais no banho e refeições, senso de simetria, colecionar objetos).

Portanto, para ser considerado um diagnóstico de TOC em crianças e adolescentes é necessário que as obsessões ou compulsões consumam tempo excessivo ou que exista prejuízo no convívio social ou no rendimento escolar do jovem.

O TOC é considerado um transtorno neuropsiquiátrico, onde a serotonina é considerada o principal neurotransmissor envolvido no transtorno.

O tratamento do TOC em crianças e adolescentes deve ser realizado inicialmente com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Em alguns casos, pode ser necessária a associação da TCC ao uso de medicamentos para controle dos sintomas.

Um recente revisão demonstra que os medicamentos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina ( Setralina, Fluoxetina, Paroxetina, Fluovoxamina, Citalopram, Escitalopram ) constituem primeira escolha no tratamento medicamentoso em crianças e adolescentes, já que se mostram seguros e bem tolerados e não apresentam efeitos cardiotóxicos. A Clomipramina (antidepressivo tricíclico), também pode ser usada, porém é segunda escolha pelo perfil de efeitos colaterais.

Cerca de 75 a 80% dos jovens com TOC apresentam outras doenças ( tiques, transtorno opositor e desafiador, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, depressão, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, entre outros), sendo essencial a avaliação psiquiátrica para que haja identificação e tratamento dos transtornos associados.

Referências bibliográficas

1. Tratado de Psiquiatria da Infância e da adolescência. Francisco Baptista Assumpção Jr, Evelyn Kuczynski, 2 ed, São Paulo, Editora Atheneu, 2012.

2. Pharmacological treatments for obsessive–compulsive disorder in children and adolescents: a qualitative review. Rosa-Alcázar AI, Iniesta-Sepúlveda M, Rosa-Alcázar A. Actas Esp Psiquiatr. 2013 May-Jun;41(3):196-203. Epub 2013 May 1.

3. “TOC” . Aristides Volpato Cordioli .2a Edição: Artmed, 2014.

4. Terapia cognitivo-comportamental com intervenção familiar para crianças e adolescentes com transtorno obsessivo-compulsivo: uma revisão sistemática. Juliana Braga Gomes, Breno Córdova Matte Analise Vivan , Ana Cristina Wesner Viana , Cristiane Flôres Bortoncello , Giovanni Abrahão Salum , Graziela Aline Hartmann Zottis. Rev Psiquiatr Rio Gd Sul. 2011;33(2):121-127

5. . Quality of life in adolescents with obsessive-compulsive disorder. Vivan Ade S, Rodrigues L, Wendt G, Bicca MG, Cordioli AV.Rev Bras Psiquiatr. 2013 Oct-Dec;35(4):369-74. Epub 2013 Dec 23.

Como é uma consulta com um psiquiatra

Consulta psiquiatra

Autor:  Dr. José Hamilton, Médico Psiquiatra.

Esta é uma dúvida comum, pois ainda existe alguma confusão sobre a psiquiatria. Então vou esclarecer as principais dúvidas e apontar algumas particularidades desta especialidade.

A psiquiatria é uma especialidade médica, ou seja, são necessários 06 anos de medicina e mais 03 anos de residência médica em hospital para tornar-se um psiquiatra.

Por isto, a consulta psiquiátrica tem em comum muitos aspectos em relação a consulta médica em geral:

Anamnese: Este é o termo utilizado pelos médicos para colher uma história clínica. Esta história deve ser bastante detalhada e por isto demanda tempo. Muitos aspectos devem ser avaliados. Eu tenho o hábito de saber sobre os principais relacionamentos pessoais e familiares; a profissão e o ambiente de trabalho; atividades de lazer e hobbies também são importantes. Em seguida passo a uma investigação cuidadosa dos sintomas e queixas do paciente. Algumas perguntas são direcionadas, outras ficam por conta do paciente informar.

Exame físico: O psiquiatra também realiza exame físico, muitas vezes é importante avaliar o sistema cardiovascular por meio da ausculta e da medição da pressão arterial, pois alguns medicamentos podem interferir. Exames físicos mais detalhados dependem da queixa do paciente.

Exame psíquico: Na verdade, o exame psíquico começa quando o paciente entra no consultório, por meio da observação cuidadosa de aspectos do comportamento, vigilância, discurso, pensamento, humor, atenção e outros. O exame psíquico pode ser complementado por meio de testes, escalas e questionários.

Exames complementares: O psiquiatra também solicita exames para complementar ou excluir diagnósticos diferenciais. A formação médica é essencial para diferenciar condições patológicas que podem estar associadas a quadros mentais ou emocionais.

Onde fica o divã?

Quando se fala de psiquiatra é comum pensarmos em um divã, um senhor barbudo e um paciente deitado falando sobre sua vida, mas esta cena é, na verdade, do psicanalista. A psicanálise realmente popularizou a ciência da mente graças ao seu fundador o médico Sigmund Freud.

Frequencia das consultas

É comum confundir a consulta em psiquiatria com sessões programadas. Na verdade é importante manter um acompanhamento médico até o momento da alta, claro que cada caso é um caso. Tenho pacientes que me consultam inicialmente a cada mês, enquanto outros estão sendo avaliados de 06 em 06 meses. E muitos de alta!

Como é o tratamento

O tratamento em psiquiatria envolve o uso de medicamentos, psicoterapia e orientações sobre comportamento e estilo de vida.

Os medicamentos utilizados agem no sistema nervoso central corrigindo desequilíbrios nos neurotransmissores, substâncias presentes nas células nervosas. A maioria dos medicamentos não causa dependência, enquanto alguns possuem este potencial, mas quando utilizados de forma correta a chance do indivíduo viciar-se é mínima.

A psicoterapia é realizada por um psicólogo, muitas vezes a partir da recomendação do psiquiatra. Quando existe indicação, eu constumo encaminhar meus pacientes com um relatório detalhado para que a psicoterapia torne-se mais direcionada e efetiva.

Por que é tão difícil para o psiquiatra atender convênios ou planos de saúde?

A consulta em psiquiatria necessita de tempo, dedicação e personalização.

Infelizmente, os planos de saúde, remuneram a consulta com valores muito baixos, em torno de R$35,00. O que acaba por esmagar o tempo dedicado ao atendimento.

Planos de saúde pagam de 10 a 20 vezes mais por exames e procedimentos, por isto, muitos médicos estão migrando para especialidades onde possam realizá-los,

Mas tempo, dedicação e personalização são essenciais para uma consulta médica psiquiátrica de qualidade, tornando-se inviável o atendimento de convênios e planos de saúde, pelo menos na realidade atual.

Dr. José Hamilton
Médico Psiquiatra
CRM 12.149

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Depressão na Gravidez e Pós-Parto: Tudo que você precisa saber

depressão pos parto

Autora:  Dra. Gabriela Graciano Dias, Médica Psiquiatra.

A gestação é um momento muito especial no ciclo de vida da mulher. Esse período traz consigo diversas alterações físicas, hormonais, psíquicas e sociais, que refletem diretamente na saúde mental feminina.

Nessa fase, é comum o aumento da ansiedade e o surgimento de questões que envolvem a representação da gestante como mãe e mulher, fantasias a respeito do filho e do seu futuro, antecipações das dificuldades profissionais e no relacionamento com o marido, além do medo da própria morte e/ou do bebê no parto.

Expor esses sentimentos e preocupações para a família e para os profissionais de saúde ajuda a esclarecer as dúvidas e a promover uma gravidez mais feliz e saudável.

Conhecer os transtornos psiquiátricos que podem ocorrer nesse período faz com que eles possam ser mais facilmente identificados e manejados de forma adequada pelo obstetra e pelo psiquiatra.

Depressão Materna na Gestação

É uma condição que acomete 16% das gestantes. 70% delas têm sintomas depressivos confundidos com sintomas gestacionais, dificultando o diagnóstico. 68% das mulheres em tratamento para Depressão apresentam recaída caso interrompam o uso da medicação durante a gravidez e 25% delas, mesmo com a manutenção do tratamento, podem recair durante a gestação.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da depressão na gravidez são: suporte social reduzido, uso de álcool, cigarro e outras drogas, baixo nível socioeconômico e social, gestação indesejada ou não planejada e transtorno psiquiátrico prévio.

As consequências desse transtorno incluem, entre outros, maior risco de complicações na gestação, no parto e no puerpério, restrição do crescimento fetal, baixo peso ao nascer, dificuldades de sono e alimentação no bebê, maior risco de suicídio e distúrbios de conduta no futuro.

Os casos mais leves podem ser manejados apenas com psicoterapia, enquanto os casos moderados e graves requerem também o uso de medicamentos antidepressivos. A eletroconvulsoterapia (ECT) pode ser uma opção nos casos extremos.

Baby Blues, Tristeza Puerperal ou Disforia Puerperal

Ocorre em 50 a 85% nas mulheres no período puerperal* e caracteriza-se por ser transitório, com início nos primeiros dias após o parto, com remissão espontânea em até duas semanas.

Sintomas depressivos leves, incluindo instabilidade de humor, irritabilidade, choro fácil, fadiga, sensibilidade excessiva à rejeição e comportamento hostil com os familiares são os sintomas mais comuns. Está relacionado às rápidas alterações hormonais no período, ao estresse do parto e da responsabilidade trazida pela maternidade.

O manejo inclui suporte emocional e auxílio nos cuidados com o bebê.

Depressão Pós-Parto

Ocorre em 10 a 15% das mães no período pós-parto. Tem início nas primeiras quatro semanas após o nascimento do bebê e se caracteriza por sintomas depressivos comuns (tristeza, choro fácil, desânimo, fadiga, redução da libido, alteração do sono e do apetite, prejuízo da memória e da concentração, irritabilidade, sentimentos de culpa), além de ansiedade, medo de ficar sozinha com o bebê e atitudes que variam do desinteresse pela criança (inclusive recusa em amamentar) até a preocupação excessiva com o filho.

Mulheres com transtornos de ansiedade e depressão durante a gestação, história de depressão pós-parto em gestações anteriores e história pessoal ou familiar de transtorno de humor têm maior risco de desenvolver a Depressão Pós-Parto.

O tratamento, em geral, inclui psicoterapia e o uso de medicamentos antidepressivos.

Psicose Puerperal

Geralmente tem início nas duas primeiras semanas após o parto e pode surgir abruptamente ou na vigência de transtornos de humor. Nesses casos, a mulher apresenta comportamento desorganizado, delírios e alucinações envolvendo o bebê (ex: vozes que mandam matá-lo), o que aumenta o risco de suicídio e infanticídio.

Muitas vezes, torna-se necessária a restrição do contato entre mãe e bebê e a amamentação pode ser contraindicada.

O tratamento inclui o uso de medicações anti-psicóticas e, em alguns casos, antidepressivos.

*Puerpério é o período pós-parto. Tem início logo após o nascimento do bebê, mas sua duração não é bem definida. Pode variar de oito semanas a um ano, dependendo da referência bibliográfica considerada

Dra. Gabriela Graciano Dias (CRM 17.120)

 

Fontes e Bibliografia:

  1. O Ciclo da Vida Humana – Uma Perspectiva Psicodinâmica – Cláudio L. Eizirik, Ana Margareth S. (orgs.) Bassols  Ed. Artmed.
  2. Transtornos psiquiátricos na gestação e no puerpério: classificação, diagnóstico e tratamento. Revistra de Psiuiatria  Clínica. Camacho, R.S. et al. Vol. 33 (2); 92-102, 2006.
  3. Compêndio de Psiquiatria – Kaplan e Sadock. Ed. Artmed.

 

Insônia e outros distúrbios do sono

Autora:  Dra. Gabriela Graciano Dias, Médica Psiquiatra

O estresse da vida moderna tem feito com que as pessoas durmam cada vez menos e os distúrbios do sono têm se tornado uma queixa frequente nos consultórios psiquiátricos.

Eles são classificados, de acordo com a Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono (CIDS-2), em:

I. Insônias

II. Distúrbios Respiratórios relacionados ao Sono

Ex: Apneia Obstrutiva do Sono

III. Hiperssonias de Origem Central

Ex: Narcolepsia

IV. Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono

Ex: Jet Lag, Trabalho de Turno

V. Parassonias

Ex: Sonambulismo, Terror Noturno

VI. Distúrbios do Movimento relacionados ao sono

Ex: Síndrome das Pernas Inquietas, Bruxismo relacionado ao sono

VII. Sintomas Isolados, variantes aparentemente normais e de importância não resolvida

Ex: Ronco

VIII. Outros Distúrbios do Sono

Insônia

A insônia pode ser definida como um transtorno caracterizado por dificuldade de iniciar ou manter o sono, despertar precoce ou sono de má qualidade e cronicamente não reparador, resultando em sintomas diurnos, físicos e emocionais, com impacto negativo no funcionamento social e cognitivo do indivíduo.

Os sintomas ocorrem mesmo em vigência de condições adequadas para o sono e os pacientes apresentam pelo menos um dos seguintes sintomas diurnos: fadiga, déficit de atenção, concentração e memória; disfunção sexual, profissional e acadêmica; irritabilidade, sonolência excessiva diurna; falta de motivação e energia; propensão a erros; acidentes no trabalho ou na condução de veículos; cefaleias, tensão e sintomas gastrointestinais; preocupação com o sono.

A privação ou redução do tempo de sono trazem diversos prejuízos ao organismo: alterações do humor, irritabilidade e impaciência, comprometimento da memória e concentração, aumento da liberação de hormônios relacionados ao estresse (Cortisol) contribuindo para o desenvolvimento de hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares, gastrintestinais e pulmonares, além de ansiedade e envelhecimento precoce.

Por isso, é fundamental que os pacientes insones sejam diagnosticados e adequadamente tratados!

Na avaliação da insônia são importantes:

• a identificação de quando e como os sintomas iniciaram e se houve algum fator associado ao início da mesma

• a determinação do curso dos sintomas e os tratamentos já realizados

• a investigação dos hábitos diurnos e noturnos do indivíduo, das condições do quarto e da suspeita de doenças sistêmicas associadas

• o emprego do diário do sono e, em alguns casos, a realização da polissonografia.

 Tratamento

O tratamento da insônia pode ser medicamentoso e/ou comportamental. Os resultados mais satisfatórios ocorrem com a combinação dessas duas modalidades terapêuticas.

Em geral, os medicamentos mais utilizados são os hipnóticos, antidepressivos sedativos, antipsicóticos em baixa dosagem e os benzodiazepínicos (cujo uso crônico não é recomendado, em longo prazo, para essa finalidade).

O tratamento não farmacológico engloba a terapia cognitivo comportamental (TCC), técnicas de relaxamento e medidas de higiene do sono.

 Insônia e Transtornos mentais

A insônia é uma comorbidade em cerca de 90 a 93% dos casos de transtornos mentais graves. Ela tem grande impacto nos resultados do tratamento dessas condições e representa risco de recaída e recorrência.

Em muitos casos, a intensidade dos sintomas do distúrbio do sono é maior que a dos sintomas do transtorno mental subjacente e isso pode fazer com que o paciente procure o médico devido aos problemas de sono e não por causa dos sintomas de depressão ou ansiedade, por exemplo.

Cerca de 25 a 45% dos pacientes com algum transtorno de ansiedade apresentam queixas de insônia grave.

Existe também uma alta associação entre depressão e insônia. Esta é uma queixa residual persistente nos indivíduos deprimidos e um sintoma preditor de recorrência da depressão.

A associação clínica entre insônia e fibromialgia também é frequente. O prejuízo na qualidade do sono relaciona-se de forma recíproca com a dor, podendo ser causa, consequência ou fator perpetuador da condição dolorosa.

Orientações sobre Higiene do Sono

1. Estabeleça horários regulares de sono: tente dormir e acordar todos os dias no mesmo horário, inclusive nos feriados e finais de semana;

2. Não vá para a cama sem sono para tentar dormir. Vá para a cama apenas quando estiver com sono, independente do horário em que isso ocorra;

3. Não passe o dia preocupando-se com a hora de dormir;

4. Não fique controlando o passar das horas no relógio;

5. Evite o uso de estimulantes, principalmente nos períodos vespertino e noturno (café, coca-cola, chá mate, chá preto, chá verde, chocolate, cigarro, energéticos);

6. Evite o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas;

7. Não cochile durante o dia;

8. Procure fazer refeições leves e no máximo até duas horas antes de dormir. Evite a ingestão de grandes volumes de líquidos antes de ir para a cama;

9. Realize atividades físicas regulares e preferencialmente durante o dia (evite praticá-las próximo da hora de dormir);

10. Evite atividades estimulantes à noite, como o uso de computadores, televisão, leitura, etc. (Apenas para poucos insones a TV e a leitura podem estimular o sono);

11. Evite qualquer comportamento diferente de dormir ou fazer sexo no quarto/cama (não se alimentar, ler, estudar, trabalhar, assistir tv ou usar o computador na cama/quarto);

12. Certifique-se do conforto de seu quarto e da qualidade de seu colchão e travesseiro. Mantenha seu quarto limpo, organizado, arejado, silencioso e com pouca luz;

13. Avalie periodicamente sua saúde (roncopatia, apneia do sono, refluxo gastroesofágico, dores em geral, depressão e ansiedade podem prejudicar o sono);

14. Mantenha uma agenda de preocupações, onde possa anotar diariamente, antes de sentir sono, suas preocupações e pendências;

15. Algumas pessoas naturalmente dormem menos que outras! Isto não significa ter insônia.

16. Não crie expectativas irreais e imediatistas em relação ao tratamento. Não existem medicações milagrosas e o sucesso do tratamento depende, sobretudo, de você!

Para maiores informações, consulte um psiquiatra.

 Referências:

Associação Brasileira do Sono – www.absono.com.br

III Consenso Brasileiro de Insônia – 2013

Diretrizes para o diagnóstico e tratamento da Insônia

Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono (CIDS)

 

Drogas: Como funcionam a Maconha, Cocaína, Metanfetamina e Heroína

Como as drogas funcionam

Algumas substâncias químicas têm o poder de alterar o estado de consciência, e muitas agem em uma parte do cérebro responsável pelo de sistema de recompensa, associado à dopamina, consequentemente possuem o poder de causar dependência química

Mas apesar da grande repercussão que as drogas tem na sociedade, pouca informação sobre os seus reais efeitos e consequências para o organismo estão disponíveis.

Neste surpreendente vídeo sobre drogas e seus efeitos no organismo humano produzido pelo Discovery você poderá as consequências imediatas do uso de maconha, cocaína, metanfetamina e heroína em voluntários sob supervisão de uma equipe médica.

[youtube id=”gvClm260tTo” width=”600″ height=”350″]

Mulheres que não conseguem desacelerar

acelerada

A revista Womens’Health fez uma matéria na qual fui entrevistado sobre mulheres aceleradas, que não conseguem fazer uma pausa. Excelente matéria da Cristina Nabuco.

Na entrevista alertei sobre algumas doenças que podem estar por trás de tais comportamentos, dentre elas a ansiedade generalizada e o déficit de atenção e hiperatividade.

Você pode ver a reportagem completa na edição de janeiro:

Dr. José Hamilton Women's Health

Livro Depressão

Se você acha que pode estar com depressão ou mesmo se já está em tratamento e quer realmente melhorar, este livro é para você.

Neste livro você terá uma fonte descomplicada de informações que serão transformadas em atitudes práticas para superar a depressão, incluindo as dúvidas mais comuns:

  • O que é depressão;
  • Quais os sintomas da depressão;
  • Quando a tristeza deixa de ser normal;
  • Ansiedade faz parte do quadro depressivo;
  • Depressão causa problemas de sono;
  • Como é o tratamento da depressão;
  • Quais as causas da depressão;
  • Como prevenir a depressão;
  • Existe cura da depressão.

Informações que tornam-se atitudes

Escrito pelo Dr. José Hamilton Vargas, médico psiquiatra há mais de 10 anos, o livro nasceu da necessidade de seus pacientes por uma fonte confíavel para estas dúvidas e, principalmente, por orientações sobre atitudes para realmente melhorar.

Diferente de outros livros que acabavam sendo muito complexos ou muito simplistas, este livro reuni as melhores evidências científicas, criando informações que serão transformadas em atitudes práticas.

Casos reais de melhora

Também foram incluídos relatos de casos de pacientes que implementaram as atitudes contidas no livro e atingiram uma melhora real e sustentada.

Estas atitudes estão organizadas para que você coloque-as em prática de uma forma natural:

Compreender a depressão.

O primeiro passo é entender, pois para conquistar algo é preciso compreensão. Aqui você terá informações claras sobre o que é depressão e como seus sintomas se manifestam. Além de entender como é realizado o diagnóstico e o tratamento da depressão.

Empoderar-se.

Em seguida o livro apresentará a importância de desenvolver uma atitude ativa sobre sua vida e sua saúde. A partir desta nova visão uma grande diferença positiva será iniciada.

Utilizar todo o potencial dos medicamentos.

Neste capítulo você terá uma compreensão prática que fará com que os medicamentos tornem-se aliados ainda mais poderosos no seu tratamento.

Dormir para renovar a energia e o humor.

Neste ponto, você entenderá melhor os mecanismos do sono e as ferramentas para dormir bem e realmente despertar com energia.

Nutrir o corpo e o cérebro.

Neste capítulo você irá descobrir o que faz diferença na alimentação para melhorar o humor, o bem-estar e a forma física.

Produzir antidepressivos naturais com atividades físicas.

Aqui você irá aprender a superar as barreiras para iniciar e manter uma vida ativa, para produzir mais energia e bom humor.

Aprimorar os relacionamentos.

O modo como você relaciona-se tem um impacto profundo no cérebro, podendo ser uma fonte renovável de energia, felicidade e significado. Neste capítulo serão apresentadas maneiras de como tornar isto realidade.

Conhecer a si mesmo.

Neste capítulo foram reunidas as pesquisas de cientistas renomados para que você possa entender sua mente e conhecer a si mesmo como fonte de energia, felicidade e significado.

Adquira o livro

O livro Supere a Depressão está disponível como eBook na Amazon Brasil.

Basta baixar um dos aplicativos de leitura Kindle gratuitos para começar a ler agora.

Os aplicativos Kindle estão disponíveis para computadores, smartphones e tablets. Isso significa que você pode comprar o eBook e realizar a leitura em qualquer dispositivo com um dos aplicativos instalados. E claro, voce tambem pode ler usando o proprio dispositivo Kindle.

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Livro DEPRESSAO

 

Como encontrar o psiquiatra certo?

melhor psiquiatra brasilia

Como psiquiatra em Brasilia é muito importante para mim ouvir a opinião dos meus pacientes, quando me deparei com este relato abaixo, achei sensacional e resolvi publicar aqui no site. Â É a experiência de Courtney Rudell:

“ Estivemos juntos pouco mais de 6 anos – os melhores anos da minha vida. Ele é inteligente, bondoso e compassivo. Ele é um grande ouvinte. Ele conhece meu passado, meus sonhos, meus pontos fortes e minhas fraquezas. Posso sempre contar com ele.

Não, ele não é meu namorado. Ele é o meu psiquiatra.

Nosso relacionamento é um dos mais importantes na minha vida. Ele salvou minha vida inúmeras vezes – eu realmente não acho que eu estaria neste planeta se não fosse por ele.

Encontrar o “Príncipe Encantado” dos psiquiatras não foi uma tarefa fácil. Demorou 6 anos, três sapos e dois diagnósticos errados, mas eu finalmente tive a sorte de topar com ele.

Era uma vez …

Sapo 1: Diagnosticou-me com transtorno do pânico e prescreveu citalopram. Após 6 semanas, minha ansiedade ficou ainda pior. Então, ele me orientou a parar de tomar citalopram e começar a tomar calmantes todos os dias, sabendo muito bem que estava sóbria nos últimos 2 anos, após ter tido problemas com dependência ao álcool.

Ele não ofereceu outra terapia, antidepressivos ou qualquer outra solução, que não fossem tranquilizantes.

Deixei o consultório convencida de que psiquiatras eram todos iguais. Todos eles só queriam me calar a boca e tomar tudo o que colocam a frente. Eles eram o chefe, não eu. Eu não tinha nada a dizer no nosso relacionamento – que era patriarcal. Eu era apenas outra garota.

Sapo 2: Diagnosticou-me com transtorno do pânico e receitou escitalopram , que fez a minha boca ficar com gosto de metal, então ela mudou para paroxetina que me fez muito mal, então ela mudou para sertralina que funcionou.

Eu a consultei por 2 anos. Ela era extremamente fria, raramente falava e tomou muitas notas. O número de telefone que eu tinha era apenas para marcar consultas, de modo que só conversávamos nestes dias.

Deixei aquele relacionamento pensando que ele não seria mais do que isto: gelado, clínico, sem quaisquer novos insights sobre minha vida interna. Eu nunca iria sentir calor ou compaixão. Eu nunca seria entendida.

Sapo 3: Fazia sua própria agenda, não tinha uma sala de espera, eu acabava ficando no corredor. Suas consultas duravam não mais que cinco minutos – só para pegar minhas receitas. Passei mais tempo fora de seu consultório do que lá dentro.

… E depois eu encontrei o meu príncipe.

Ele nunca foi atrasou ou cancelou uma consulta sem uma justificativa e sua assistente sempre avisava com antecedência. Ele tem uma sala de espera e uma assistente que cuida de sua agenda . Ele revisou meu diagnóstico de bipolar tipo 1 para tipo 2 depois de aprender mais sobre meus ciclos e afirmou que um um quadro de estresse pós-traumático estava causando meus ataques de pânico. Ele recomendou psicoterapia nos primeiros anos.

Temos conversas. Eu nunca sinto que estou sendo observada. Ele faz suas anotações sem deixar de prestar atenção em mim e cada consulta dura pelo menos 20 minutos.

Ele está sempre em busca de novas pesquisas e opções de tratamento. Nunca supermedica e respeita a minha sobriedade. Ele tem a mente aberta, experiente e humana.

Ele esteve ao meu lado durante um aborto espontâneo, uma gravidez, depressões suicidas pós-parto e mania e todo o resto.

… E viveram felizes para sempre. O Fim.

A moral da minha história pode ser bem expressa com clichês:

1. Se no início você não conseguir, tente e tente novamente.

2. Você tem que beijar muitos sapos antes de encontrar seu príncipe.

3. Roma não foi construída em um dia. “

Courtney Rundell é blogueira americana da International Bipolar Foundation.

Dr. José Hamilton Vargas é psiquiatra em Brasília.

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Tratamento do TDAH

Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe?

Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento.

No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem.

Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto.

Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa consequências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem.

O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

O Tratamento do TDAH é uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento.

Como médico psiquiatra em Brasília tenho diversos pacientes portadores de TDAH que tiveram grande melhoria em seu desempenho social e nos estudos a partir do tratamento.

Dr. José Hamilton

Médico Psiquiatra

http://www.psiquiatrabrasilia.com.br/

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Como é uma consulta com um psiquiatra

Consulta com psiquiatraEsta é uma dúvida comum, pois ainda existe alguma confusão sobre a psiquiatria. Então vou esclarecer as principais dúvidas e apontar algumas particularidades desta especialidade.

Em primeiro lugar, psiquiatria é uma especialidade médica, ou seja, são necessários 06 anos de medicina e mais 03 anos de residência médica em hospital para tornar-se um psiquiatra.

Por isto, a consulta psiquiátrica tem em comum muitos aspectos em relação a consulta médica em geral:

Anamnese: Este é o termo utilizado pelos médicos para colher uma história clínica. Esta história deve ser bastante detalhada e por isto demanda tempo. Muitos aspectos devem ser avaliados. Eu tenho o hábito de saber sobre os principais relacionamentos pessoais e familiares; a profissão e o ambiente de trabalho; atividades de lazer e hobbies também são importantes. Em seguida passo a uma investigação cuidadosa dos sintomas e queixas do paciente. Algumas perguntas são direcionadas, outras ficam por conta do paciente informar.

Exame físico: O psiquiatra também realiza exame físico, muitas vezes é importante avaliar o sistema cardiovascular por meio da ausculta e da medição da pressão arterial, pois alguns medicamentos podem interferir. Exames físicos mais detalhados dependem da queixa do paciente.

Exame psíquico: Na verdade, o exame psíquico começa quando o paciente entra no consultório, por meio da observação cuidadosa de aspectos do comportamento, vigilância, discurso, pensamento, humor, atenção e outros. O exame psíquico pode ser complementado por meio de testes, escalas e questionários.

Exames complementares: O psiquiatra também solicita exames para complementar ou excluir diagnósticos diferenciais. A formação médica é essencial para diferenciar condições patológicas que podem estar associadas a quadros mentais ou emocionais.

Periodicidade

É comum confundir a consulta em psiquiatria com sessões programadas. Na verdade é importante manter um acompanhamento médico até o momento da alta, claro que cada caso é um caso. Tenho pacientes que me consultam inicialmente a cada mês, enquanto outros estão sendo avaliados de 06 em 06 meses. E muitos de alta!

Como é o tratamento?

O tratamento em psiquiatria envolve o uso de medicamentos, psicoterapia e orientações sobre comportamento e estilo de vida.

Os medicamentos utilizados agem no sistema nervoso central corrigindo desequilíbrios nos neurotransmissores, substâncias presentes nas células nervosas. A maioria dos medicamentos não causa dependência, enquanto alguns possuem este potencial, mas quando utilizados de forma correta a chance do indivíduo viciar-se é mínima.

A psicoterapia é realizada por um psicólogo, muitas vezes a partir da recomendação do psiquiatra. Quando existe indicação, eu constumo encaminhar meus pacientes com um relatório detalhado para que a psicoterapia torne-se mais direcionada e efetiva.

Por que é tão difícil para o psiquiatra atender convênios ou planos de saúde?

A consulta em psiquiatria necessita de tempo, dedicação e personalização.

Infelizmente, os planos de saúde, remuneram a consulta com valores muito baixos, em torno de R$35,00. O que acaba por esmagar o tempo dedicado ao atendimento.

Planos de saúde pagam de 10 a 20 vezes mais por exames e procedimentos, por isto, muitos médicos estão migrando para especialidades onde possam realizá-los,

Mas tempo, dedicação e personalização são essenciais para uma consulta médica psiquiátrica de qualidade, tornando-se inviável o atendimento de convênios e planos de saúde, pelo menos na realidade atual.

Dr. José Hamilton
Médico Psiquiatra CRM 12149

Centro de Psiquiatria de Brasília
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